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História das Bahamas

 

Para a maioria dos viajantes, um dia em Nassau geralmente significa passar um tempo na praia, fazer compras no Straw Market e tomar uma bebida no Senor Frogs. O porto de cruzeiro nas Bahamas não é conhecido pela sua importância histórica ou cultural, mas quem quiser deixar a praia para outro dia pode fazer um passeio para conhecer a história da emancipação da população africana escrava no Novo Mundo tropical.

Comece seu dia no Museu Pompey da Escravidão e Emancipação na Vendue House, convenientemente localizada a poucos quarteirões do porto de cruzeiros. Originalmente construído na década de 1760 como um mercado de produtos e pessoas, o museu mostra como era a vida dos escravos nas Bahamas, dá informações sobre a Passagem Média e sobre a exaustiva viagem pelo Atlântico nos cascos dos navios de carga europeus, e sobre a eventual emancipação dos escravos no Império Britânico, em 1834.

Depois de visitar o museu no centro de Nassau, você pode pegar um táxi ou uma scooter para a Plantação Whylly, no Clifton Park. Esse parque nacional era parte de uma plantação malsucedida operada por legalistas britânicos depois da sua derrota na Guerra Revolucionária Americana. Nesse parque estão as ruínas dos edifícios de pedras que abrigavam os escravos. Atualmente as ruínas não estão sendo cuidadas, mas o governo das Bahamas planeja restaurar a região para que os visitantes conheçam a vida na plantação.

Perto do Clifton Park fica o "Sacred Space" de Antonius Roberts. Esse jardim com esculturas majestosas em madeira de figuras africanas foi criado em 2006 e é um tributo à preservação e à herança do povo africano. As figuras estão voltadas para o leste, na direção do continente africano, e o "Sacred Space" está localizado na ponta sudoeste da Ilha de Nova Providência, que foi onde os navios descarregaram a primeira leva de escravos nas Bahamas.

Por fim, termine seu dia na Adelaide Village. Essa comunidade estabelecida pela Coroa Britânica foi um dos primeiros assentamentos do Império Britânico especificamente criados para escravos libertos após a emancipação. Atualmente, é uma pequena vila rural de fazendeiros, centrada ao redor de uma igreja construída para e pelos escravos libertos na década de 1830. Essa vila marca uma importante mudança na difícil situação dos africanos nas Bahamas: de povo escravizado em uma terra longe de sua casa para proprietários e líderes de um território habitado na sua maioria por negros no litoral de uma grande nação ainda sob o jugo da escravidão.